sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Como saber quem está no comando: o ego ou a Centelha Divina?



A iluminação espiritual é um processo de expansão da consciência individual, que passa a reconhecer sua origem e sua ligação absoluta com o Todo.

Há em cada pessoa dois aspectos do ser. O ego, que é um falso e temporário eu, identificado com o nome, o corpo, os pensamentos, a profissão, as memórias e as crenças aprendidas. E a Centelha Divina (ou essência) que é o verdadeiro Eu, conectado à Inteligência Cósmica. 

Uma das perguntas que mais recebo em relação à iluminação é: “Como saber se é o meu ego ou a minha essência quem está predominando na minha vida e nas minhas escolhas? 
Simples, pelo nível de paz que vivencia a cada instante. Em última instância esse é o marcador mais importante de quem é movido pela Centelha Divina. Já quem é movido pelo ego experimenta angústia, ansiedade e medo em algum nível. 

Enquanto não se rende ao fato de ser uno com o Todo, o que você pode fazer na prática, para ter mais paz?

1.Evite confrontos e discussões. O ego quer sempre ter razão e ficar com a última palavra.

2. Evite competir com os outros e consigo mesmo. O ego adora ser o primeiro em tudo. Pode evoluir e crescer sem a pressão de se manter no topo.

3. Aceite a realidade como ela se apresenta. Se quiser modificá-la, precisará manter a vibração da serenidade.

4. Evite preocupações. Faça sua parte com alegria e confie na sua conexão com o Todo. Você nunca esteve separado Dele.

5. Não queira agradar aos outros. Faça sempre o que é bom para você e assuma suas escolhas. Sem culpa. 

7. Evite dar prazos irreais e colocar pressão sobre o que quer. Nada afastará mais o que deseja criar que usar o tempo como inimigo. Faça as pazes com o fluxo da Vida.

8. Desapegue-se. De tudo e de todos. Solte a necessidade de ter, ser e fazer qualquer coisa. Paradoxalmente, ao soltar a necessidade atrairá aquilo que ansiava desesperadamente no passado.

9. Medite diariamente. Silenciar a voz e os pensamentos trará paz, conforme persiste na prática.

10. Tenha contato diário coma Natureza. Valem animais de estimação, árvores, lagos, praia, vasinho na janela. A natureza transpira paz e vai contagiar você.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Livre-arbítrio



Livre-arbítrio


O ser humano é autoconsciente, ou seja, sabe que existe e pensa; percebe que tem uma atividade psíquica. Na escala consciencial deste planeta esse é o auge. 

Ter consciência também significa domínio sobre as próprias escolhas, das mais simples às mais importantes. Temos livre-arbítrio.

Enquanto a maioria dos demais seres vivos comporta-se motivada pelo instinto, o homem pode pensar antes de agir. 

Certa vez ouvi uma fala engraçada, num filme do Woody Allen. Dizia que a única escolha que o ser humano é capaz de fazer é sobre a marca de pasta de dente que vai comprar.

Isso é tragicômico, porque nossa capacidade extraordinária de escolha muitas vezes se resume a isso mesmo. Ainda (re) agimos impulsionados por conteúdos inconscientes: os instintos do cérebro reptiliano ou as emoções nem sempre equilibradas do sistema límbico.

Escolhas verdadeiramente inteligentes são processadas no pensante e moderno lobo frontal do cérebro. Ele é capaz de filtrar os conteúdos ocultos e limitantes do subconsciente, na maioria das vezes condicionado ao passado e às crenças alheias. E o melhor, pode ainda captar e processar os conteúdos infinitamente sábios da mente Cósmica, o supraconsciente.

Quando usamos essa capacidade integrativa do lobo frontal de dominar o eu inferior e acessar o Eu Superior, fazemos as melhores escolhas possíveis - livres de medo e baseadas no que é melhor para nossa própria alma e não para uma sociedade robotizada. 

Isso é ter liberdade de escolha!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Centro da criação


Para o Universo só existe você como centro da criação. Compartilhamos todos de uma mesma realidade em comum, de forma pré-acordada, para podermos expressar a liberdade de quem somos. Mas em última instância, cada um cria seu próprio mundo.


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Coroa: Poder, autoridade moral, honestidade, honra, vitória, respeitabilidade

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fidelidade




A fabulosa Frida Kahlo teria dito a seu marido Diego Rivera que não esperava dele fidelidade, lhe bastava a lealdade. 

Analisando apenas o conteúdo e não a veracidade do episódio, vou entrar no terreno lamacento do tabu.

Os relacionamentos da maioria das pessoas baseiam-se no conceito de fidelidade. Isso é bem visível nos relacionamentos românticos onde a tentativa de posse sobre o outro se faz mais presente. O idealismo romântico e os ecos da escravidão que ainda alimentam nossa sociedade exigem tal compromisso do parceiro. 

Comentem-se crimes; pessoas desistem da vida, pois o “objeto” amado teve olhos para outro (a) .

A única questão relevante sobre o tema deveria ser se há acordo ou não entre as partes envolvidas sobre a liberdade da relação.

Diferente de fidelidade, que significa na cabeça das pessoas exclusividade sexual, a lealdade é mais abrangente e denota parceria evolutiva. Crescimento nas diferenças.

Em última instância, um espírito é livre. Um coração encantado não respeita fronteiras, baterá em descompasso quando assim sentir que deve. Uma mente extasiada com a afinidade intelectual que encontra em outra entrará em looping. Silenciosamente, sem que ninguém fique sabendo.

A Teoria do Caos demonstra: O inevitável acontece. E nisso reside o milagre. Uma Centelha Divina se expressando em amor, em afinidade. Quem teima em ter o controle e sofre por isso é o ego, a arrogante criatura que tenta dominar o criador.

O amor com A maiúsculo é inclusivo. Quem ama com essa qualidade passa a amar todo aquele que traz alegria e crescimento à pessoa amada. Dizer que isso é difícil é fácil ...

Aceitemos ou não, estamos caminhando a passos lentos porém firmes para um futuro em que “quem dá um doce a quem amo, adoça minha vida.”

Como disse Morpheus: “ A questão não é se vai ou não acontecer e sim, uma questão de tempo.“